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sábado, outubro 01, 2016

Revista Sou Trofense | O Renascer das cinzas, depois da ida ás "trevas"


André Viana, médio de 23 anos formado no Clube Desportivo Trofense, está a atravessar um grande momento de forma ao serviço do clube da Trofa, tendo já apontado 4 golos desde o inicio da época (contando com o jogo de apresentação).

André Viana, que nas últimas temporadas passou pelas "trevas", com duas lesões muito graves (ruptura de ligamentos no joelho) que o impediram de dar assim o contributo à equipa durante praticamente toda a época, tem estado em claro destaque na equipa Trofense, contribuindo não só com golos, mas também com intensidade, muita vontade, garra e sobretudo bem mais desinibido, solto e maduro que em épocas anteriores.

Fomos então à procura de André Viana, e recolher assim do mesmo o que tem achado da equipa da Trofa neste inicio de época e sobretudo do seu momento de forma: "Penso que este inicio de época tem sido muito positivo para a equipa do Trofense. A equipa está a praticar um bom futebol. É de realçar que este ano ainda não perdemos nenhum jogo, tanto os de preparação , como os oficiais . Temos estado muito bem tanto na taça como no campeonato, apesar de ainda não termos conseguido ganhar para este último. Quanto ao meu momento, apenas surge porque a equipa tem estado bem, e quando assim é, as individualidades vêm ao de cima. A equipa é o mais importante.", afirmou André Viana.

ST: Sentes diferenças na tua abordagem ao jogo?
AV: Sinto que ao longo dos anos, jogando muito ou pouco, evolui muito fisicamente, mas principalmente a nível psicológico. A minha maneira de estar no futebol nunca mudou, apenas estou mais maduro. Ao longo dos anos , fui sempre seguindo exemplos dos mais velhos, como por exemplo do Tiago (ex-jogador do Trofense) e do Hélder Sousa, que foram e continuam a ser pessoas muito importantes para a minha evolução tanto a nível pessoal como profissional.

ST: Esse faro para o golo tem estado bem apurado. Qual a razão dessa veia goleadora? A posição e sistemas tácticos, beneficiam essa vertente? 
AV: Sim é verdade, é sem dúvida a melhor entrada de campeonato que já alguma vez tive. Como já disse anteriormente, a razão de estar bem, é porque a equipa também está. Mas claro, a minha vontade, o meu crer e, principalmente a minha ambição ajudam muito, porque no futebol a qualidade não é tudo.

ST: Quais são os "segredos", para este teu grande início de temporada?
AV: Não há nenhum segredo. Apenas faço o que sempre fiz, treinar nos limites para chegar aos jogos e jogar nos limites. Apenas esta época estou a ter mais oportunidades de jogar que nas épocas anteriores e estou a aproveitar.

ST: Como encaraste a tua grave lesão na época passada e como e onde encontraste forças para dar a volta por cima e voltar mais forte?
AV: Não foi fácil, até porque foi a segunda ruptura de ligamentos que tive num espaço de 2 anos. Por incrível que pareça nunca desanimei.  Apenas me mentalizei que a partir daquela altura tinha que recuperar bem e rápido para voltar a competição. Durante as férias deste ano, apenas tirei 1 semana para descansar, passando as outras a treinar para voltar a próxima época na melhor forma possível. E claro, com a ajuda da minha família e de amigos, tudo se tornou mais fácil.

ST: O que esperas para a restante temporada a nível individual? E a nível colectivo, onde achas que esta equipa do Trofense pode chegar?
AV: Não gosto muito de me pronunciar a nível individual. Já a nível colectivo, penso que temos qualidade para chegar, pelo menos á fase de subida, garantindo assim o principal objectivo que é a manutenção. Mas para isso temos que manter a identidade e principalmente a humildade. Se assim for, não tenho dúvidas que todos os jogadores serão valorizados.

ST: Queres deixar alguma mensagem aos sócios/adeptos Trofenses?
AV: Queria apelar ao apoio de todos os Trofenses. Todos sabemos que o clube se encontra numa fase difícil, mas é nestas alturas que precisamos da ajuda de todos para voltar a colocar este clube no lugar onde merece. Venham ao estádio apoiar-nos. Todos unidos, conseguiremos. VIVA O TROFENSE !

Legenda: ST - Sou Trofense; AV - André Viana.

quarta-feira, junho 17, 2015

Revista Sou Trofense | Entrevista com o capitão Tiago

Hoje trazemos-vos até vocês, aquele que certamente ao qual as palavras de capitão, raça e paixão correspondem na perfeição. Hoje trazemos-vos até vocês a entrevista a um Senhor que representa a alma, a raça e a coragem Trofense ao mais alto nível do seu "esplendor". Hoje trazemos-vos a entrevista a um jogador que iniciou a sua carreira futebolística na formação do clube Trofense, que passou por alguns dos maiores e mais carismáticos clubes em Portugal, incluindo os grandes SL Benfica e FC Porto, que teve experiências cheias de sucesso "além-fronteiras" e que na hora de escolher entre duas equipas que militavam na Primeira Liga Portuguesa e que ofereciam contratos "chorudos", e o clube da sua Terra e do seu coração, mas que não oferecia nem de perto nem de longe os milhares de euros que este poderia aferir nessas duas equipas de primeiro escalão, este escolheu por amor ...representar o Clube Desportivo Trofense. Hoje trazemos-vos até vocês aquele que transporta consigo a chama e o orgulho Trofense, aquele que coloca o clube da sua terra acima dos seus demais interesses e que dentro e fora do campo é respeitado e visto por todos como um exemplo. Hoje trazemos-vos até vocês a entrevista ao nosso grande capitão....Tiago!

Quem é?

Nome Tiago César Moreira Pereira
Nacionalidade Portugal
Nascimento 1975-07-04 (39 anos)
Naturalidade Trofa - Portugal
Posição Médio (Médio Defensivo)
Pé preferencial Direito
Altura 173cm
Peso 73 kg
Equipa CD Trofense

ST: Fizeste a tua formação ao serviço do CD Trofense. Como descreves esses tempos, e o que te vem mais à memória quando te lembras dos mesmos?
T: Como sabem iniciei a minha carreira nas camadas jovens do CD Trofense desde os meus 10\11 anos até aos 17. Ainda com idade de júnior, fiz o meu segundo ano pela equipa profissional que na altura estava na Segunda B (actual CNS). De facto não foi nada fácil porque não haviam condições como as de hoje em dia. Não haviam campos, treinávamos pelas ruas da Trofa e apenas uma vez por semana, íamos treinar a um campo emprestado que ainda era pelado. Deste modo, só com força de vontade, ambição, paixão e querer é que consegui chegar onde cheguei mesmo perante todas estas adversidades.

ST: Tinhas o futebol apenas como um "hobbie", ou querias fazer do mesmo a tua carreira?
T: Sinceramente quando era miúdo não pensava em ter uma carreira desportiva. No entanto, comecei por jogar com os meus amigos em frente à minha casa e nos intervalos da escola. Desde então, decidi ir para o Trofense pois gostava de jogar futebol e tinha prazer em fazê-lo.

ST: Depois do Trofense, seguiste para o Famalicão que na altura alinhava na primeira liga Portuguesa. Como surgiu essa oportunidade e o que levou a agarrar a mesma?
T: Na altura, aos 17 anos, ao serviço do Trofense, jogava pelos seniores. Era titular e para além de estar a fazer uma boa época e ser chamado à selecção Sub-18, despertei a cobiça de alguns clubes nomeadamente o Famalicão e o Vitória de Guimarães. Desde então, optei pelo Famalicão uma vez que me deram garantias de que iria ficar no plantel principal, ao contrário do que acontecia no Guimarães que seria emprestado a uma equipa satélite. Curiosamente, depois de recentemente ter trabalhado com o Profírio Amorim, na altura do Famalicão ele era o secretário-técnico juntamente com o treinador José Piruta que deram garantias ao presidente desse clube para ficar no plantel visto que já me tinham observado em alguns jogos na Trofa.

ST: Após a passagem pelo Famalicão, chegas-te ao Marítimo. O que sentiste no momento em que assinaste pelo clube Madeirense?
T: Depois de duas épocas bastantes positivas no Famalicão, surgiu-me a oportunidade de assinar pelo Marítimo que na altura lutava pelos lugares europeus. Sinceramente não estava à espera desta oportunidade porque estava tudo a acontecer muito rápido. Era época após época a ter boas exibições. Com 18 anos de idade ser titular no Famalicão, na 1ª divisão, era algo de especial o que também foi fruto da minha ida para este clube Madeirense.

ST: Mas o teu percurso de sucesso no mundo do futebol continuou, e depois de grandes
exibições ao serviço do Marítimo, chegas então a um grande de Portugal: O SL Benfica. Era o teu grande sonho, representar um grande de Portugal? Qual foi a sensação e o que esperavas desse grande passo na tua carreira?
T: Como disse anteriormente, tudo estava a acontecer muito rápido e esta oportunidade após uma época e meia no Marítimo, foi algo inesperado. Continuei a ter boas exibições neste clube, nomeadamente a chamada à selecção Sub-20. Quando na altura o meu empresário José Veiga me deu conhecimento do interesse por parte do Benfica, nem queria acreditar. Era e continuará a ser um grande clube, outra realidade e um sonho para qualquer atleta chegar a um clube como este.

ST: Essa chegada ao Benfica foi também muito controversa, tendo tu afirmado que saías do Marítimo por teres medo de andar de avião. Tens mesmo medo de andar de avião, ou simplesmente na altura sentiste que o contrato que o Benfica te tinha oferecido era daqueles "comboios que passam uma vez só" e tentas-te fazer de tudo para assinar pelo clube da Luz? Agora uns anos após esse "episódio", o que nos podes dizer sobre a saída do Marítimo e a assinatura pelo SL Benfica? 
T: De facto, o motivo pela qual saí do Marítimo foi devido à rescisão do contrato com justa causa de vencimentos em atraso, onde também aleguei que tinha receio em aterrar na Madeira. Na altura, a pista era metade de aquilo que é hoje o que fez com que ainda apanhasse alguns sustos. Assim sendo, estive um mês à espera da decisão, o que me foi favorável. Durante esse período de tempo tive algumas ofertas, nomeadamente a do Benfica que não me levou a pensar duas vezes.

ST: Quais foram os jogos que mais te marcaram nessa passagem pelo SL Benfica? E porquê?
T: Sem dúvida que um dos jogos mais importantes na minha passagem pelo Benfica, foi a minha estreia com o Sporting. Um clássico onde ganhamos um a zero. Nada melhor poderia ter acontecido uma vez que era um jovem que chegara a um clube com a grandeza que tem e a uma outra realidade. Uma estreia com uma vitória, num dérbi, perante um grande clube.
Outro jogo que também me marcou foi a meia-final da Taça de Portugal com o F.C.Porto onde ganhámos por 3-1, na luz, que deu-nos acesso à final.
Sem dúvida dois jogos marcantes porque, num curto espaço de tempo, joguei dois clássicos.

ST: Como descreves essa passagem pelo SL Benfica?
T: Uma passagem bastante positiva em termos individuais. Apesar disto, em termos colectivos, que é
o mais importante, não conseguimos alcançar os nossos objectivos. Uma das coisas que não estava à espera que me viesse a acontecer, foi o facto de ter sido dispensado pelo treinador Graeme Souness. Um mês antes de terminar a temporada, num jogo realizado no reduto do Sporting, no qual o Benfica ganhou 4-1 e onde eu fiz uma exibição soberba, na semana após o jogo, em conferência de imprensa, um jornalista fez-lhe uma pergunta sobre mim no qual o treinador disse que era um jogador útil a qualquer equipa. Após isso e para o meu espanto, na pré-época o treinador dispensou-me alegando que era um jovem e que precisava de ganhar experiência. Essa época foi bastante difícil porque esse treinador foi buscar vários jogadores ingleses da confiança dele … talvez fosse esse o motivo. Outro ponto marcante, que jamais irei esquecer, foi o facto de um grupo de sócios fazer um baixo assinado para que eu não fosse dispensado e, por sua vez, permanecesse no Benfica.

ST: Como era o SL Benfica desses tempos? Quais são as grandes diferenças entre esse SL Benfica e o SL Benfica de agora (pelo menos visto por fora)?
T: Na minha altura, o Benfica não era um clube estável nem bem organizado ao contrário do que é hoje. Aqui está a diferença para os últimos anos de sucesso.

ST: Após o SL Benfica (em 1998/99), rumaste á tua primeira experiência em territórios internacionais, quando rumas-te ao Rayo Vallecano que actuava na segunda liga Espanhola. O que levou a trocar o Benfica pelo Rayo Vallecano? Melhores condições financeiras ou porque procuravas uma experiência fora de Portugal?
T: Na altura fui emprestado pelo Benfica ao Rayo Vallecano que se encontrava na segunda liga. Em Portugal, tinha a opção da Académica mas optei pela segunda liga espanhola. Optei devido à experiência e também por apesar de se encontrar na segunda liga, ser uma liga bastante competitiva e não esquecendo claro os motivos financeiros que, na altura, eram bastante vantajosos.

ST: A verdade é que no final dessa época (1998/99), o Rayo Vallecano conseguiu assegurar a promoção á primeira liga espanhola. Como é que relembras esse momento?
T: O facto de o Rayo Vallecano conseguir assegurar a promoção á primeira liga espanhola, foi um momento inesquecível. Foi decidido no último jogo em casa em que ganhamos por dois a zero e fiz o golo da vitória. Um estádio completamente cheio, com cerca de 70 mil pessoas. Toda aquela invasão de campo, a festa no balneário e a comemoração na praça em Madrid, onde o Real Madrid faz os festejos, serão momentos para sempre relembrados.

ST: No final dessa época, abandonas-te o Rayo Vallecano e ingressaste no Tenerife que também alinhava na segunda liga espanhola. O que nos podes contar sobre essa experiência?
T: O ida para o Tenerife, depois de ter jogado no Rayo Vallecano, foi uma época positiva a nível pessoal. Em termos colectivos, tínhamos o objectivo de subir de divisão, o que foi impossível. Apesar de tudo, o clube fez um grande investimento no plantel. Relembro ainda alguns jogadores que jogaram comigo no Tenerife nomeadamente o Costinha, o Emerson e também o Bruno Caires.

ST: Após a experiência no Tenerife, retornas a Portugal para representar o Leiria que actuava na primeira liga. O que te levou a voltar a Portugal e a ingressar no Leiria?
T: O que me levou a regressar a Portugal foi a vontade que o treinador, Manuel José, tinha em que eu fosse jogar para o Leiria. Também pelo facto de a proposta ser muito vantajosa e ter um contrato de três anos. Sendo também o meu objectivo, regressar a Portugal.

ST: Nas duas épocas (2000/01 e 2001/02) que representaste o Leiria, realizas-te 61 jogos e marcas-te dois golos. Numa dessas época (2001/02), foste orientado por (agora) um dos melhores treinadores do mundo, José Mourinho. Como foi trabalhar com o "Special One"? Quais são as grandes diferenças entre ele e os demais treinadores e que fazem dele especial?
T: O facto de ter sido orientado por um dos melhores treinadores do mundo, José Mourinho, foi para mim um motivo de orgulho. Um treinador, ao contrário do que as pessoas pensam, bastante alegre, acessível e organizado. Mas claro que também tem o seu lado exigente. Um técnico com convicções fortes, que transpira confiança, mas que acima de tudo, tem o dom de passar isso para os jogadores. Já para não falar dos seus métodos de trabalho que são fantásticos. Treinos muito atractivos, dinâmicos e motivadores onde todos os jogadores se aplicam.

ST: Após o Leiria, chegaste novamente a um grande de Portugal, desta vez ao FC Porto (em 2002)(acompanhando também José Mourinho). Como recebes-te essa proposta?
T: A proposta surgiu a partir do momento que José Mourinho leva três jogadores consigo para um dos grandes clubes de Portugal, o FC Porto nomeadamente eu, o Nuno Valente e o Derlei. Sem dúvida uma excelente proposta que não me fez pensar duas vezes. Nesse ano, correu tudo bastante bem, tanto a nível pessoal como colectivo. Em termos colectivos, atingimos o grande objectivo do clube e ganhámos tudo: o Campeonato Nacional, a Supertaça, a Taça de Portugal e a Taça UEFA. Sem dúvida quem em termos desportivos foram os melhores momentos que vivi ao longo de toda a minha carreira.

ST: Nessa época de 2002/03, fizeste parte do plantel que venceu a Taça UEFA (actual Liga Europa). Foi um momento muito especial para ti? 
T: Como disse anteriormente, nesse ano conseguimos ganhar tudo sendo uma das coisas a Taça UEFA. Como é óbvio, não está ao alcance de qualquer profissional alcançar a actual Liga Europa. Um momento único e muito marcante. Tudo aquilo que envolveu o jogo, antes e após, desde o jogo em Sevilha, a chegada ao aeroporto e, para finalizar, a grande e única festa no estádio do dragão. Uma loucura!!

ST: Que momentos guardas religiosamente dos tempos que representaste os dragões? Marcou-te mais esta passagem pelo FC Porto ou a passagem pelo SL Benfica? Quais foram as diferenças internas que te deparas-te entre os dragões e as águias?
T: Os momentos mais marcantes e que guardarei para sempre dos tempos em que representei os dragões foram, sem dúvida, a conquista de todos aqueles títulos. Sinceramente é bastante difícil dizer qual das passagens me marcou mais, se a do FC Porto ou a do SL Benfica. Foram momentos diferentes. No FC Porto foi, sem dúvida, pelas conquistas. E no SL Benfica pela grandeza do clube.
Na altura, o FC Porto era um clube fechado, estável e organizado. Já o SL Benfica era um clube que, na minha altura, não tinha estabilidade.

ST: Na época de 2004, regressaste ao Leiria por empréstimo do FC Porto e depois ingressaste no Boavista. Lá permaneceste entre 2004 e 2007, tendo realizado 80 jogos e apontado 1 golo. A equipa axadrezada foi (e continua a ser) especial para ti? Quais foram os melhores e os piores momentos de pantera?
T: Sem dúvida que foi um prazer representar mais um grande clube, desta vez o Boavista. Um clube que, na minha altura, lutava sempre pelas competições europeias. Foram três épocas bastante positivas e um clube que ainda hoje simpatizo bastante. Para mim, um dos melhores momentos foi o facto de ter apanhado um dos melhores grupos ao longo da minha vida profissional, a nível de companheirismo.

ST: Entre 2007 e 2009 voltaste a representar o Leiria, tendo culminado essa última passagem pelo clube Leiriense, com uma descida á segunda liga (2007/08) e com uma subida á primeira liga (2008/09). Como foram esses dois momentos de diferentes "sabores" para ti?
T: No primeiro ano, dessa época, em que regressei ao Leiria, descemos de divisão. Um momento de tristeza e desilusão porque tínhamos como objectivo a manutenção face à qualidade do nosso plantel.
No ano a seguir, na segunda liga, que para mim era novidade, subimos de divisão. Mais um momento marcante, desta vez, um momento de felicidade. Um clube que ainda hoje me diz muito atendendo às temporadas que lá estive, no total foram cinco épocas e meia.

ST: Depois de muitos anos a representar grandes clubes em Portugal e depois de algumas experiências fora de Portugal, com muitas épocas cheias de sucessos e alguns insucessos e após 16 anos voltas à casa mãe...o Clube Desportivo Trofense (em 2009/10). Como surgiu essa oportunidade e o que te levou a voltar ao clube Trofense e logo uma época após este descer da primeira á segunda liga portuguesa?
T: Sempre tive o objectivo de regressar ao clube da terra. Em todas as minhas entrevistas salientava este facto. Esta possibilidade surgiu a partir do momento em que me contactaram para representar as cores do clube da terra, na segunda liga. Como na altura era conhecimento público visto que saiu na imprensa, tinha dois clubes na primeira divisão nomeadamente o Leiria, depois da subida de divisão e também o Rio Ave. Em termos financeiros, como é óbvio, tanto um como outro, eram muito vantajosos para mim. Mas, nessa altura, o mais importante não era o dinheiro mas sim a minha estabilidade familiar e concretizar o meu sonho de regressar ao clube do meu coração e poder ajudar o mesmo.

ST: Desde essa época (2009/10) até este momento e depois de 5 anos a envergares símbolo
Trofense ao peito e a capitanear os vários planteis Trofenses, sentes que fizeste bem em regressar à "casa-mãe"? Quais foram os melhores momentos que viveste como capitão do clube da Trofa? E os piores?
T: Sim, sem dúvida que fiz bem em regressar à “casa-mãe”. Como referi anteriormente era de facto um dos meus objectivos e não me arrependo de nada, pelo contrário. De entre muitos bons momentos que vivi neste clube, uns dos melhores momentos foram os meus golos. Não estava a passar por uma fase boa, a nível pessoal e como normalmente não faço golos, foi bastante bom. O facto de ter uma T-shirt por baixo do equipamento com a fotografia da minha filha e ir dedica-los à bancada, foram emoções fortes e momentos inesquecíveis. O pior momento que vivi como capitão do Trofense, foi o último jogo, nos Açores (época 2010/11), com o Santa Clara, onde ficamos a um ponto da subida.


ST: O que significa para ti, seres capitão do Trofense?
T: Logicamente que é muito especial ser capitão, mas melhor ainda é ser capitão do clube do meu coração. Sou um atleta respeitado, tanto pelos adeptos como pelos colegas. Os colegas de equipa sentem que sou uma referência também por tudo o que vivi no passado e também pela minha experiência.


ST: Chegaste a referir que o teu grande sonho era representar o clube Trofense na primeira
liga. Na época de 2010/11, o Trofense esteve perto de atingir novamente a primeira liga, ficando a apenas 1 ponto dos dois primeiros classificados. Na tua opinião, o que faltou e o que falhou á equipa Trofense para atingir esse objectivo? Como encaras-te esse final dramático (de não atingir a primeira liga por 1 ponto)?
T: Não foi um momento nada fácil. Um momento de tristeza e de desilusão. Merecíamos ter subido de divisão face à época que fizemos. Mas, no futebol, muitas das vezes, há muitas adversidades e injustiças. Relativamente a este facto, é de salientar que fomos penalizados no jogo com o Gil Vicente e o Leixões, em casa. Dois jogos muito importantes e determinantes.

ST: A partir dessa época, o CD Trofense começou a passar por muitas dificuldades financeiras e desportivas, tendo vindo a ficar por várias vezes perto da descida de divisão, até que esta época e infelizmente o clube da Trofa, dez anos após a subida aos campeonatos profissionais, volta aos campeonatos "amadores" (CNS). Quais foram as razões da descida? Como sentias a equipa de jogo para jogo? És da opinião de muitos adeptos, de que muitos jogadores não tinham paixão ao clube e não queriam saber se ganhavam ou perdiam?
T: De facto, faz parte do futebol. Umas equipas descem, outras sobem. Já presenciei as duas situações e como é óbvio a descida não é nada fácil. Este ano, ninguém previa que tal coisa fosse acontecer. Assim sendo, dez anos após a subida aos campeonatos profissionais, o Trofense volta aos campeonatos “amadores”.Sentíamos mais dificuldades nos jogos em casa. Não sei se era devido à pressão dos nossos adeptos atendendo à nossa situação visto que também era uma equipa muito jovem. Quando as coisas não correm como queremos, temos de estar à espera do que os adeptos possam dizer. Estão no direito deles. No entanto, nós, jogadores, tentamos fazer o melhor em prol do clube.

ST: Durante esta época trabalhaste com três treinadores. O que nos podes dizer sobre cada um (Porfírio, Campelos e Vítor)?
T: Em relação ao treinador, Porfírio Amorim, no ano em que estivemos a um ponto da subida fez um excelente trabalho no seu primeiro ano ao serviço do Trofense. Um treinador competente, exigente e bom profissional. Infelizmente, face aos resultados negativos da equipa, Porfírio Amorim, saiu deste clube a meio da época. Vítor Campelos um treinador jovem que não foi feliz no clube da Trofa.
Em relação ao treinador Vítor, acima de tudo, é um grande Trofense. Trabalho com ele há seis anos e admiro-o pelo seu carácter, pela sua dignidade e também pelo seu profissionalismo. Como treinador, tem todas as condições para triunfar no futebol.

ST: E quanto aos outros treinadores com quem trabalhaste no Trofense, algum te marcou de uma forma especial? Se sim, porquê?
T: Em geral, todos os treinadores com quem trabalhei no Trofense, marcaram-me de uma forma positiva.

ST: Quanto á formação do clube, qual é a tua opinião? Como classificas as condições que os jovens jogadores dispõem no clube da Trofa? Quais são os defeitos ou o que falta para a formação do CD Trofense ser ainda melhor?
T: Em geral, pelo que tenho conhecimento, é uma boa formação onde têm boas condições para desfrutarem, aprenderem e futuramente triunfarem.

ST: Durante estes anos no clube Trofense, capitaneaste alguns jogadores que vieram directamente da formação do mesmo. Algum te marcou mais pela personalidade e qualidade futebolística, ou por outro lado todos te marcaram por algum aspecto?
T: Em geral, todos os jogadores que trabalhei até à data vindos da formação, marcaram-me de uma forma bastante positiva. Pelo carácter e pela evolução no futebol, tanto a nível pessoal como profissional a quem eu ajudo e incentivo, não só como capitão, mas como amigo porque sei bem o que isso é e o quanto eu gostava que, na minha altura, me ajudassem.

ST: No global, achas que existe qualidade suficiente nos jovens jogadores Trofenses para integrarem a equipa principal e representá-la ao mais alto nível?
T: Sim, os jovens jogadores Trofenses tem qualidade para se integrarem na equipa principal. É uma questão de hábito, paciência e persistência.

ST: Que futuro vês para o clube da Trofa? A "ressurreição" ou a "morte"?
T: Todos nós temos conhecimento da crise económica que o clube tem vindo a passar mas, como é óbvio, espero a ressurreição do clube da Trofa. Já agora faço um apelo à comunidade Trofense que se unam neste momento difícil e que não deixem morrer o nosso clube com um grande histórico.

ST: E quanto ao teu futuro? Vais continuar a espalhar a tua garra e magia em campo, ou sentes que é altura de "pendurar as botas"?
T: Em relação ao meu futuro, neste momento, todos os cenários são possíveis. Sinceramente gostava de jogar mais uma época, a última, e acabar a minha carreira com 40 anos. Recentemente fui convidado por duas empresas para trabalhar, não propriamente para jogar futebol, mas sim para estar ligado à área do futebol, mas o meu objectivo é jogar mais um ano aqui no clube da minha terra, o Clube Desportivo Trofense, ao qual dou sempre prioridade. Sinto que sou capaz, independentemente da minha idade. Quem acompanhou os nossos jogos viu a minha motivação jogo após jogo e os meus índices físicos. Jamais irei deixar que acabem com a minha carreira profissional. Quando vir que é altura, eu sou o primeiro a fazê-lo. Esta decisão sou eu que a vou tomar. Digo desde já que, para mim, não é humilhação nenhuma jogar na Segunda B (CNS). Noutro clube terminaria a carreira mas, nesta situação, o amor pelo clube fala mais alto. Sinto que é meu dever ajudar o clube a voltar aos campeonatos profissionais. Por isso, a decisão ainda está por tomar.

ST: O Trofense é o teu futuro? Tens ainda o sonho de jogar pelo clube da tua terra na primeira
liga Portuguesa, ou achas difícil isso acontecer?
T: Sinceramente gostava de ficar ligado ao clube por ser o clube da terra e do meu coração. Este será o meu primeiro objectivo caso acabe o futebol. Se isto não acontecer, sem dúvida, que quero ficar ligado ao futebol. De facto gostava imenso de jogar na primeira liga Portuguesa pelo clube da terra mas derivada à situação, é impossível.

ST: Se fosses convidado a fazer parte da estrutura directiva do Trofense, aceitavas?
T: Sim.

ST: Sonhas ser presidente do Clube Desportivo Trofense, ou é algo que não tens como objectivo?
T: (Risos) Não, não é algo que tenha como objectivo.

ST: Durante a tua longa carreira, certamente partilhas-te o balneário com muitos jogadores, treinadores, roupeiros, etc... De quem tens melhores recordações e partilhas (vas) uma grande amizade?
T: Tinha uma boa relação com toda a estrutura dos clube. De entre muita gente com que partilhei o balneário, ainda hoje partilho muitas amizades.

ST: Até este momento e no global, que balanço fazes da tua carreira como jogador de futebol?
T: Uma carreira bastante positiva. Sinceramente não esperava ter um passado como tive. Representei grandes clubes, concretizei alguns dos meus sonhos e sem dúvida que me sinto um atleta
concretizado.

ST: Tiveste um grande percurso como futebolista, mas tens alguma mágoa por nunca teres sido chamado a representar a Selecção A de Portugal?
T: Sim sem dúvida! Atendendo ao meu percurso profissional, ficou esse sonho por concretizar! Um objectivo de qualquer atleta! É o expoente máximo! Mas compreendo, porque na altura a Selecção A Portuguesa era recheada de bons valores e com um leque de opções bastante grande! Com o devido respeito por quem a representa, mas penso que hoje seria mais fácil de representar a Selecção, que mesmo assim apresenta grande qualidade!

ST: Que conselho deixas aos jovens jogadores da formação do Trofense?
T: Em primeiro lugar, estes jovem têm as condições necessárias para chegarem o mais longe possível. Acima de tudo, nunca desistirem do grande sonho que é ser jogador de futebol. É certo que não é uma fase fácil da juventude mas se querem mesmo isto têm de se privar daquilo que mais gostam. Não é fácil verem os amigos irem jantar e saírem à noite mas um verdadeiro atleta tem que saber lidar com tudo isto. Não esquecendo claro os estudos. Com garra, querer e ambição nada é impossível! Lutem e desfrutem daquilo que mais gostam de fazer!

ST: Que palavras deixas aos sócios e simpatizantes do CD Trofense?
T: Um momento bastante delicado. Um mau momento a nível desportivo e financeiro.
Como capitão e representante do grupo, sinto que todos os Trofenses merecem um pedido de desculpas pela descida de divisão. Tanto os adeptos como o clube não mereciam. Faço um apelo a todos os restantes adeptos não como atleta mas sim como Trofense. São nestes momentos que os Trofenses se devem unir. Apesar de estarem tristes e desanimados com a descida, colaborem para que voltemos aos campeonatos profissionais. Vamos todos remar para o mesmo lado!!

ST: Há poucos dias recebemos também a triste notícia do falecimento do Lucas, jogador que partilhou o balneário contigo no Boavista e que partilhava também uma forte amizade contigo. Quais são os melhores momentos que te lembras de partilhar com ele? Queres aproveitar este momento para deixar também algumas palavras sobre o Lucas e de reconforto aos amigos e família deste grande campeão que infelizmente nos abandonou cedo demais e que deixou o futebol português mais pobre?
T: Sem dúvida um grande Homem. Um bom colega, sempre bem disposto, amigo do amigo e um bom companheiro de balneário. Sim, é verdade que a amizade permanecia. Tudo isto a partir do Boavista onde partilhamos três anos o mesmo balneário. Desde então, íamos juntos de férias, jantávamos juntos ou em minha casa ou na dele. Só para terem uma ideia dos nossos laços de amizade, quando ele estava a jogar em Belgrado, no Estrela Vermelha, foi-lhe detectado um problema no coração. Ligou-me de imediato a desabafar o sucedido, dizendo também que tinha sido eu a primeira pessoa a quem ele tinha dado esta triste noticia onde o Lucas se encontrava desolado e bastante comovido. Perante tal notícia, fiquei sem palavras naquele momento visto que nada previa tal coisa atendendo à capacidade física que ele tinha em campo. Infelizmente, no dia anterior do seu falecimento falamos por chamada para, no dia da sua partida, marcarmos um almoço, na Trofa, onde iríamos marcar mais umas férias partilhadas na qual tive a triste noticia. Um amigo que deixa saudades! Um amigo para a vida!

Curiosidades:

Número preferido: 66
Um filme que não esquece: “O sofrimento do amor”
Musica ou cantor(a) preferido(a): Anselmo Ralph
Uma cor que goste: Verde
Cidade que volta sempre: Tenerife
A viagem que falta fazer: Miami
Um herói: Pai e Avô
Jogador que mais admira(ou): João Pinto (Devido ao seu profissionalismo e pelas qualidades futebolísticas que o mesmo possuí. Acima de tudo admiro-o, pelo ser humano que é, e ainda hoje preservamos uma amizade muito próxima.)
Como ocupa os tempos livres: Descansar e conviver com a família e os amigos
Um programa de TV preferido: Sport TV
Comida que não resiste: Arroz de Frango


Legenda: ST: Sou Trofense; T: Tiago

terça-feira, outubro 28, 2014

Revista Sou Trofense | Entrevista a Tiago Portuga
















Pela primeira vez, a revista Sou Trofense traz até vocês a entrevista a um jogador do Trofense, mas que não vem da formação do mesmo, Tiago Portuga. Ele é conhecido por uma grande paixão a Portugal, mesmo tendo passado maior parte da sua vida a residir no Brasil. No país dos "cariocas", Portuga aprendeu a jogar futebol e percebeu que o mesmo seria o seu futuro. Hoje representa o clube da Trofa e entre uma conversa animada, o mesmo afirmou-nos que se sente em casa e que o Trofense é um clube com óptimas condições. O seu grande sonho passa por envergar a camisola da Selecção Nacional Portuguesa e um grande clube na Europa....mas que neste momento o CD Trofense é a sua única preocupação.

Quem é?

Nome Tiago Venâncio Alves Pires
Nacionalidade Brasil/Portugal
Nascimento 1991-10-20 (23 anos)
Naturalidade Braga - Portugal
Posição Defesa (Defesa Esquerdo)
Pé preferencial Esquerdo
Altura 178 cm
Peso 74 kg
Equipa CD Trofense

ST: Onde nasceste e onde cresceste?
TP: Nasci em Braga (Portugal) e fui criado em São Paulo (Brasil).

ST: Nasceste em Braga, mas também tens nacionalidade brasileira. De onde vêm esses teus lados brasileiro e "tuga"?
TP: Sou filho de mãe brasileira e o meu lado português vem do meu Pai que é português .

ST: Depois de nasceres em Portugal, emigraste para o Brasil com a tua família. Qual foi a razão da saída do país?
TP: Na verdade, nasci em Portugal porque os meus pais (que já viviam no Brasil) vieram visitar a família a Portugal e acabei por nascer nesse período. Depois claro, meus pais voltaram para o Brasil e me levaram.

ST: Portuga é o teu apelido. O mesmo foi escolhido em honra a Portugal, ou trata-se apenas de uma coincidência?
TP: Por eu ser português , viver no Brasil e por sempre demonstrar o amor que tenho por Portugal, não é por acaso que tenho o brasão de Portugal tatuado no braço, (sorrisos) , e esse apelido acabou ficando.

ST: Sentes saudades do Brasil? Quais são as maiores recordações que tens do país? E como está a ser viver em Portugal?
TP: Sim sinto saudade principalmente dos meus pais. Minhas maiores recordações do Brasil são meus amigos, familiares e meu lar. Está sendo ótimo , sempre foi meu sonho voltar ao meu país de origem.

ST: Como surgiu o futebol na tua vida? Quando é que percebeste que o mesmo iria ser o teu futuro (emprego)?
TP: Surgiu ainda em pequeno (criança), como uma brincadeira entre amigos e começou a se tornar cada vez mais séria. Comecei a perceber quando assinei meu primeiro contrato profissional.

ST: Onde fizeste a tua formação? Como eram as condições? 
TP: Minha formação foi no Gremio Barueri. Condições exelentes , um clube estruturado na época que me ajudou muito.

ST: Conseguias conciliar os estudos com o futebol?
TP: Sim, treinava de manha e de tarde e estudava á noite. Ainda fiz dois anos de faculdade no curso de contabilidade que pretendo um dia terminar. Os estudos para mim têm uma importância grande.

ST: Onde começaste então a tua carreira profissional? Como correu essa primeira experiência?
TP: A minha primeira experiência foi ainda com 17 anos no Grêmio Barueri onde assinei meu primeiro contrato profissional , e pude fazer parte do elenco profissional que manteve a permanência no Brasileirão Serie A em 2009. Para mim essa experiência foi uma das melhores da minha vida , estar ao lado das pessoas que hoje jogam em clubes grandes da Europa e do Brasil (como Fernandinho do Grémio, Ralf do Corinthians e Leandro Castan da Roma) não tem preço.

ST: Como surgiu a oportunidade de representar o CD Trofense? Como viste essa oportunidade e o que te levou a aceitar a mesma?
TP: Através do meu empresário em contato com o diretor Nuno Lima. Vi esta oportunidade como a realização de mais um sonho da minha vida, que era voltar ao meu país e representar uma equipe do mesmo.

ST: Quais são as grandes diferenças entre o futebol brasileiro e o português (desde formação, treinos, jogo jogado, adeptos, financeiramente etc..)?
TP: Em minha opinião há muitas diferenças. Aqui se trabalha muito a parte táctica, já no Brasil não tanto, temos o costume de treinar apenas um período por dia e no Brasil não é assim, os adeptos aqui são mais pacientes com os jogadores e mesmo se a equipe está em uma fase ruim estão lá a apoiar, ao contrário do Brasil .

ST: Porquê que o futebol brasileiro não tem a popularidade do futebol Europeu?
TP: A maioria dos jogadores Brasileiros tem o sonho de jogar na Europa, pois visam o dinheiro e a fama , então os grandes jogadores Brasileiros acabam por jogar na Europa e o público quer ver o futebol onde os craques estão e então acabam deixando o futebol brasileiro de lado para ver onde os grande jogadores estão.

ST: Tinhas o sonho de jogar na Europa? Portugal era o país da tua preferência?
TP: Sim como qualquer outro jogador no Brasil, porém Portugal sempre foi meu sonho!

ST: Voltando ao clube que representas neste momento, o Clube Desportivo Trofense. Na tua primeira temporada ao serviço do clube realizaste apenas 3 jogos oficiais pelo clube e depois contraís-te uma grave lesão que te obrigou a parar. Chegaste a pensar que era o fim (precoce) da linha para ti no CD Trofense e em Portugal, ou sentiste que o clube acreditava em ti e te daria uma nova oportunidade?
TP: Cheguei ao Trofense com uma grande expectativa, da minha parte e da parte do clube e infelizmente acabei tendo uma grave lesão. No começo fiquei chateado, pois confiavam e precisavam de mim, porém o mister Porfírio Amorim junto com sua comissão técnica e diretoria me depositou toda a confiança de que se não fosse naquela época seria nesta que iria lhe ajudar, mas nunca me passou pela cabeça que aquilo seria o fim.

ST: A tua adaptação ao futebol português foi complicada, ou nem por isso? Quais foram as maiores dificuldades que sentiste desde que chegaste a Portugal e ao futebol português?
TP: Nem por isso, apesar da minha posição ter um modo diferente de jogar da do Brasil, eu me adaptei fácil. Não tive muitas dificuldades , a maior delas foi a saudade dos meus pais e em relação ao futebol português foi o jogo em conjunto, que no Brasil a parte individual prevalece.

ST: Esta época és titular no CD Trofense, como te está a correr a mesma a nível pessoal?
TP: Estou a ser titular nesta época , mas sei que cada dia que passa tenho que provar que mereço estar jogando , em minha auto-analise tenho feito bons jogos pela equipe do Trofense , porém nossa equipe não está passando por uma boa fase.

ST: A nível colectivo a equipa não está a passar por um bom momento, o que achas que está a falhar e o que deve a equipa melhorar para sair desta situação?
TP: Temos que pensar mais como equipe, nos unirmos, sermos solidários e guerreiros dentro de campo para que possamos sair dessa situação.

ST: Nos jogos frente ao Benfica B, Marítimo B e Feirense a arbitragem foi muito contestada pelo CD Trofense. O que tens a dizer sobre as arbitragens em Portugal? Concordas que existem condicionamentos nas mesmas para prejudicarem/favoreceram certas equipas?
TP: Não só em Portugal como no mundo a arbitragem é um assunto polémico. Nesses jogos citados por vocês (blog Sou Trofense) o Trofense foi muito prejudicado pela arbitragem. Sim concordo, somos humanos e todos nós cometemos erros, porém existem erros que são inacreditáveis e a única explicação deles é o prejudicar ou o favorecer.

ST: Como avalias o Clube Desportivo Trofense a nível de condições (Academia de treino e Estádio)?
TP: Em termos de estrutura o Trofense é superior a muitos outros clubes da Segunda Liga. Temos um centro de treinamento em Paradela com ótimas condições e um ótimo Estádio.

ST: E como avalias os adeptos do clube?
TP: Um amor incrível pelo clube, que nós jogadores temos que respeitar e honrar a camisola que vestimos.

ST: E o que nos podes dizer sobre a direcção e o mister Porfírio Amorim e restante equipa técnica?
TP: O que posso dizer é que a direção e toda comissão técnica me ajudou bastante até agora e não me deixou faltar nada para poder fazer o meu trabalho.

ST: No que toca à equipa profissional, sentes união no grupo? Existe alguém com quem te dês melhor no plantel? Admiras alguém como jogador e pessoa dentro do mesmo?
TP: União nunca faltou em nossa equipe. Dou-me bem com todos, mas convivo mais com os Brasileiros. Admiro todos os jogadores do nosso elenco, porém tenho uma maior admiração pelo meu companheiro de posição Bruno Chuca , por mesmo não estar a jogar como titular da equipe vejo ele sempre a se dedicar cada dia nos treinamentos , e isso é a maior das coisas que admiro nele.

ST: Como avalias a cidade da Trofa? Qual a opinião que tens sobre a população da cidade?
TP: Uma cidade pequena , porém um sitio ótimo para morar. São pessoas super receptivas , me acolheram super bem e posso dizer que hoje me sinto em casa.

ST: E a 2ª Liga portuguesa, o que achas da mesma? O que achas que falta à competição para ter mais gente nos estádios e dar mais emoção à mesma? 
TP: Vejo a segunda liga portuguesa como uma liga muito competitiva, para mim o que falta é as pessoas procurarem acompanhar a sua equipe qual seja o adversário, e posso falar como jogador, quando o estádio está um pouco mais cheio nos faz muito diferença dentro de campo.

ST: Acompanhas a 1ª Liga Portuguesa? Qual é a opinião que tens sobre a mesma?
TP: Sim acompanho e a mesma tem muitos jogadores com qualidade .

ST: Com 23 anos e com uma longa (é o que desejamos!) carreira como futebolista pela frente, o que desejas para o teu futuro como jogador de futebol? Tens como objectivo um dia voltar ao Brasil, ou preferes fazer a tua carreira na Europa? 
TP: Desejo jogar em uma equipe grande da Europa e poder realizar o maior sonho da minha vida que é representar a Seleção Nacional. Não pretendo jogar no Brasil , gostaria de fazer uma carreira aqui na Europa , mas para mim o futuro a Deus pertence , então nunca se sabe.


ST: Gostavas de continuar a representar o CD Trofense durante mais alguns anos?
TP: Tenho contrato com o Trofense até junho e pretendo cumpri-lo , depois disso vou reunir com meu empresário e com a direção do Trofense e tomar a decisão melhor para ambos.

ST: Diz-nos como te avalias. Quais são os teus maiores defeitos/qualidades e o que achas que tens de melhorar como futebolista?
TP: Na minha opinião existem coisas que posso melhorar como remates fora da área principalmente com o pé direito. Vejo como meu ponto forte, a marcação, o apoio ao ataque e o jogo de cabeça.

ST: Alguma vez pensaste em desistir de ser jogador profissional?
TP: Já pensei , porém lembrei do quanto meus pais lutaram para hoje eu estar aqui , por tudo que fizeram por mim e fazem. Foi daí que tirei forças para superar este pensamento de desistir.

ST: Se não fosses jogador profissional de futebol, que profissão gostarias de ter?
TP: Sinceramente não sei, ás vezes me pergunto se não fosse jogador da bola o que seria e não consigo responder.

ST: Se um dia tivesses convites para representar a selecção brasileira e a portuguesa...qual escolherias? E porquê?
TP: Sem dúvida nenhuma seria a Portuguesa, porque é meu grande sonho! Nasci em Portugal e fui para o Brasil ainda bebe e só voltei para cá em janeiro (de 2014). São 22 anos longe de onde eu nasci e representar minha origem não tem nada mais importante.

ST: Um jogo entre Portugal e Brasil é especial para ti, ou não passa de um jogo como os outros?
TP: Sim é especial , são os dois países da minha vida , porém a minha torcida é para Portugal.

ST: As selecções brasileira e portuguesa neste momento estão a passar por uma má fase (o Brasil está um pouco melhor...). Na tua opinião, qual é a razão dessas más fases? Como podem as mesmas reverter estas situações?
TP: Para mim as duas seleções estão passando por dificuldades, porém por diferentes motivos , Portugal por não acreditar e investir em jogadores do próprio país e acabar por contratar jogadores de outras nações em seus campeonatos nacionais , por isso acabam não formando grandes jogadores. Já o Brasil por acreditar que o talento individual vai ser superior ao trabalho em grupo.

ST: Tens algum jogador com o qual te identifiques e te sirva de exemplo?
TP: Sim, Fábio Coentrão, um grande jogador que serve-me como exemplo.

ST: Na tua opinião, quem é o melhor jogador do mundo neste momento?
TP: Cristiano Ronaldo.

ST: Revela-nos um jogo que mais te tenha marcado pela positiva e outro pela negativa:
TP: Pela parte positiva um jogo importante para mim foi contra o Braga B , minha família de Braga estava a assistir ao jogo e pude mostrar que posso ser um grande profissional da bola. Pela parte negativa um jogo triste para mim foi nosso primeiro jogo da liga contra o Benfica B , estávamos ganhando a partida e o árbitro marca um penalti que não cometi e em outro lance me expulsa injustamente .

ST: Qual o clube que mais gostarias de representar em Portugal? E no estrangeiro?
TP: Não tenho essa preferência, tenho sim vontade de jogar a primeira liga de Portugal, mas não tenho preferência.

ST: Que conselho deixas aos jovens jogadores que estão agora a dar os primeiros passos na sua carreira futebolística?
TP: Acreditem sempre, não deixem nada e ninguém atrapalhar o sonho de vocês, e dediquem-se ao máximo.

ST: Que palavras deixas aos sócios e simpatizantes do CD Trofense?
TP: Peço que continue nos apoiando em nosso estádio e onde formos, precisamos de vocês para sairmos desta situação.

ST: O que desejas para o futuro do clube (CD Trofense)?
TP: Desejo ver um o Trofense novamente na primeira liga.

Curiosidades:

Número preferido: 77.
Um livro que o tenha marcado: O Código da Vinci
Um filme que não esquece: Harry Potter.
Música ou cantor(a) preferido(a):  Jorge e Mateus (todas as musicas).
Uma cor que goste: Azul Marinho.
O maior sonho: Representar a Selecção portuguesa.
Cidade que volta sempre: São Paulo.
A viagem que falta fazer: Disney.
Um herói: Meu Pai.
Jogador que mais admira: Cristiano Ronaldo.
Objecto de estimação: Telemóvel
Um ritual: Tenho muitos , sempre entro com o pé direito no relvado , rezo, agradeço , peço e faço uma oração antes dos jogos
Como ocupa os tempos livres: Shopping.
Um programa de TV preferido: Pânico na Band (Brasil).
Comida que não resiste: Pizza.


Legenda: ST: Sou Trofense, TP: Tiago Portuga

sexta-feira, setembro 26, 2014

Revista Sou Trofense | Entrevista a Bruno Chuca
















Hoje trazemos até vocês a entrevista a mais um jogador vindo da formação do clube da Trofa, Bruno Chuca!  Ele fez toda a sua formação no Trofense e quando é confrontado com o que distingue a mesma das outras, este não tem dúvidas: «O Trofense forma jogadores e homens», afirmando também que a formação do clube está a ser dirigida por pessoas competentes e certas. Ele esteve emprestado ao Pedras Rubras na época passada (onde fez mais de 30 jogos), e juntamente com o restante plantel levaram o clube ao CNS. Esta época finalmente conseguiu agarrar um lugar no lote de 26 jogadores ás ordens de Porfírio Amorim e diz que o seu próximo objectivo é agarrar um lugar no "onze" do clube que ama...o Clube Desportivo Trofense.

Quem é?

Nome: Bruno Daniel Santos Costa
Nacionalidade: Portuguesa
Nascimento: 1994-01-19 (20 anos)
Naturalidade: Bougado - Trofa - Portugal
Posição: Defesa (Defesa Esquerdo) (Defesa Direito)
Pé preferencial: Direito/Esquerdo
Altura: 175 cm
Peso: 70 kg

ST: Como ingressas-te no CD Trofense? 
BC: Ingressei no CD Trofense aos 10 anos indo ás captações, que na altura foram no estádio do Clube.

ST: Qual a opinião que tens sobre o complexo do CD Trofense em Paradela? Achas que o mesmo tem as condições necessárias para a formação de jogadores?
BC: Acho que o complexo reúne óptimas condições para formar homens e jogadores e acho que devemos aproveitar tudo o clube oferece, como os 2 campos sintéticos 1 de futebol de 11 e outro de futebol de 7!

ST: Quantos anos jogas-te no complexo? Como eram as condições na tua altura? 
Joguei 8 anos, na altura eram 2 campos de pelado onde os invernos eram sempre mais complicados, mas depois com a vinda de um Ex Presidente, o Dr.Rui Silva, deu-se ordem á instalação dos 2 sintéticos. Com a remodelação do complexo passamos a ter óptimas condições para a prática do futebol e com isso chamar mais jovens para o clube!

ST: Qual é a tua opinião sobre quem está a dirigir a formação do clube?
BC: Na minha opinião, o Sr. Manuel é uma pessoa muito competente que junto com a sua excelente equipa, tem vindo a fazer um excelente trabalho com a formação do clube!

ST: És da mesma opinião de muitos adeptos do clube, que o Trofense deveria apostar mais na prata da casa, ou por outro lado achas que ainda não existem as condições necessárias para formar uma equipa maioritariamente constituída pela formação?
BC: Sou da opinião que se deve valorizar e apostar nos jogadores da casa pois existe muita qualidade, mas acho que não se consegue construir uma equipa maioritariamente constituída pela formação. Mas se forem lançados 1 ou 2 por época já era muito bom!

ST: Sempre tiveste apoio dos treinadores e directores que fizeram parte da formação do clube? Quem foi a pessoa mais importante para ti e que mais te ajudou, durante a mesma?
BC: Sempre tive o apoio de toda a gente, nunca me falharam com nada e todos me marcaram de alguma forma!

ST: A tua família sempre te apoiou quanto a quereres seguir uma carreira como jogador profissional de futebol?
BC: Sempre tive o apoio da minha família em fazer aquilo que mais gosto que é jogar futebol, e quando tive a oportunidade de seguir carreira profissional continuaram a dar-me o apoio necessário para continuar a lutar por aquilo que quero.

ST: Que balanço fazes sobre o teu percurso na formação?
BC: Faço um balanço extremamente positivo no qual fui crescendo ano após ano como homem e jogador.

ST: Tens amigos que jogaram contigo na formação, dos quais nunca te vais esquecer?
BC: Sim, sem dúvida nunca me esquecerei deles, de quem me ajudou a crescer pois de certa forma eles fazem parte do homem que sou hoje.

ST: Dos colegas com quem dividiste o balneário durante a formação, quais eram aqueles que para ti tinham mais talento?
BC: Partilhei o balneário com muitos amigos e colegas e todos para mim tinham muita qualidade.

ST: Depois de um belo percurso pelas camadas jovens do CD Trofense, como te sentis-te ao treinar com o plantel sénior e profissional do clube na pré-época 2013/14?
BC: Um orgulho e uma felicidade enorme poder treinar com grandes jogadores e representar o clube do meu coração.

ST: Depois da pré-época (2013/14) realizada ao serviço do CD Trofense, foste emprestado ao FC Pedras Rubras da 3º Divisão. Como viste esse empréstimo? O que sentiste na altura?
BC: Como é óbvio fiquei triste na altura mas depois encarei sempre o desafio de forma positiva para jogar com maior regularidade e para poder regressar na época seguinte.

ST: Tu juntamente com toda a restante equipa do FC Pedras Rubras, conseguiram a subida ao CNS. Que balanço fazes do teu trabalho no FC Pedras Rubras? Sentis-te que o CD Trofense estava atento a ti durante o teu empréstimo?
BC: Faço um balanço extremamente positivo, fizemos um trabalho fantástico, visto que conseguimos voltar a colocar o Pedras Rubras nos nacionais, e em termos individuais consegui realizar muitos jogos. Senti que se jogasse faria com que o Trofense estivesse atento.

ST: Agora voltas-te a ter a oportunidade de integrar a pré-época do CD Trofense. Como correu a mesma? Sentes-te bem-vindo ao plantel? Como está a ser a tua integração no mesmo?
BC: Correu bem...é sempre bom regressar a casa! Não senti dificuldades a integrar-me, até porque quem já lá está, recebe muito bem qualquer jogador que venha a fazer parte do grupo.

ST: Quais são as maiores diferenças que existem entre o CD Trofense e o FC Pedras Rubras?
BC: As dimensões dos clubes são diferentes! O Trofense possui maior qualidade de trabalho, também porque joga numa segunda liga, onde a intensidade de jogo é muito diferente da divisão pela qual o Pedras Rubras jogava.

ST: Esta época pertences oficialmente ao plantel do CD Trofense. Era o teu grande objectivo e sonho, invergar o símbolo do clube ao peito numa competição de alto nível?
BC: Sim, sem dúvida! quando fui emprestado ao Pedras (Rubras) só tinha 3 objectivos em mente: ajudar o Pedras Rubras a atingir os seus objectivos, jogar para poder voltar mais preparado, e poder fazer do meu sonho realidade...que era representar o meu clube.

ST: O clube dá todas as condições necessárias aos jogadores da formação, quando os mesmos integram o plantel principal? Existe alguém que vos ajuda frequentemente para uma melhor integração no mesmo?
BC: Os jogadores que vêem da formação têm todas as condições como os restantes jogadores. Todos nos recebem muito bem, até porque a formação do clube cria bons jogadores e bons seres humanos, embora os capitães fazem questão de nos integrar e deixar-nos completamente á vontade.

ST: O que significa o CD Trofense para ti?
BC: Significa uma vida, o clube que amo, que ajudou-me a crescer como jogador e homem que sou.

ST: Qual é o jogador do plantel actual do CD Trofense que mais admiras? E Porquê?
BC: Tiago e Hélder Sousa! Pelos excelentes jogadores e seres humanos que são, pelo o exemplo que são para os jovens do clube e para mim e pelas suas carreiras de altíssimo nível!

ST: O que desejas para o teu futuro? Gostarias de continuar a vestir a camisola do CD Trofense por muitos anos?
BC: Desejo fazer uma carreira bonita. Sim, adoraria continuar a vestir a camisola do Trofense por muitos anos, mas não sabemos o dia de amanhã!

ST: O que desejas para o futuro do clube?
BC: Um futuro risonho, cheio de sucesso!

ST: Sempre conseguis-te conciliar os estudos com o futebol?
BC: Sim, embora ás vezes seja complicado.

ST: Qual o clube que mais gostarias de representar em Portugal? E no estrangeiro?
BC: Em portugal já o represento, no estrangeiro, o Real Madrid!

ST: Revela-nos um jogo que mais te tenha marcado pela positiva e outro pela negativa:
BC: Pela positiva, o último jogo da época transacta, no qual subimos (FC Pedras Rubras) ao CNS. Pela negativa, o jogo com o Esperança de Lagos (também ao serviço do FC Pedras Rubras) para a Taça de Portugal do ano passado.

ST: Tens algum jogador com o qual te identifiques e te sirva de exemplo?
BC: Todos os grandes jogadores me servem de exemplo!

ST: Na hora dos jovens escolherem o clube pelo qual jogar, diz-nos porque devem eles escolher o CD Trofense em detrimento de outros?
BC: As pessoas que trabalham no clube (CD Trofense) preocupam-se  em formar jogadores e também homens, coisa que eu não vejo noutros clubes!

ST: Que conselho deixas aos jovens jogadores da formação do Trofense?
BC: Lutem sempre pelos vossos sonhos!

ST: Que palavras deixas aos sócios e simpatizantes do CD Trofense?
BC: Que acreditem na equipa e que nos apoiem nos bons e principalmente maus momentos!

Perguntas feitas pelos leitores:

Anónimo:

A: O que achas que há a melhorar na formação do Trofense?
BC: Há sempre coisas a melhorar. Talvez não seja a pessoa mais indicada para saber o que há a melhorar, mas acho que temos uma excelente formação

A: Alguma vez pensaste em desistir de ser jogador profissional?
BC: Por vezes quando as coisas não correm da melhor forma passa-nos tudo pela cabeça, mas temos que ser fortes e continuar a trabalhar.

A: Qual foi o teu ponto alto na última temporada? 
BC: O último jogo da época, no qual subimos (FC Pedras Rubras) ao CNS!

A: Quais são as expectativas que tens para esta época, tanto colectivamente como individualmente?
BC: Espero poder ajudar o CD Trofense a atingir os seus objetivos e evoluir como jogador!

João Costa:

JC: Agora que o objectivo de ficar no plantel já está consumado,o próximo objectivo é a titularidade?
BC: É obvio que se me perguntassem se queria jogar ou ir para a bancada, claro que preferia jogar, mas o meu objetivo passa sobretudo por ajudar o CD Trofense.

JC: Como está a ser trabalhar com o mister Porfirio Amorim?
BC: Está a ser muito bom, é um treinador exigente, de grande carácter e experiente com muitos anos de futebol! Logo tenho muito a apreender!

Curiosidades:

Número preferido: 38
Um livro que o tenha marcado: Não tenho
Um filme que não esquece: Titanic
Musica ou cantor(a) preferido(a): James Morrison
Uma cor que goste: Azul
O maior sonho: Ser um grande jogador
Cidade que volta sempre: Trofa
A viagem que falta fazer: Nova Iorque
Um herói: Avó
Jogador que mais admira: Cristiano Ronaldo
Objecto de estimação: Não tenho
Um ritual: Benzer-me antes dos jogos
Como ocupa os tempos livres: Amigos, Internet, Playstation, etc..
Um programa de TV preferido: Não tenho
Comida que não resiste: Arroz de Pato


Legenda: ST: Sou Trofense, BC: Bruno Chuca, A: Anónimo, JC: João Costa

terça-feira, julho 08, 2014

Revista Sou Trofense | Deixa a tua pergunta a Bruno Chuca!


Depois das entrevistas a Chico, André Viana, Ricardo e Jorge Inocêncio e aos quais agradecemos imenso a sua simpatia e disponibilidade, o blog Sou Trofense irá desta vez estar á conversa com Bruno Chuca!

Mas desta vez será um pouco diferente, pois iremos permitir a todos os leitores, sócios e aficionados do CD Trofense, de deixarem a sua pergunta para o mesmo.

Não tenham vergonha, revelem o vosso lado Jornalístico e deixem a vossa pergunta para Bruno Chuca até sexta-feira próxima (11/07/14) e façam parte desta entrevista, pois as vozes Trofenses merecem ser sempre ouvidas!

PARTICIPEM e façam parte da Força Trofense!

Força CD Trofense...Força Trofenses!

PS: Serão seleccionadas as 5 melhores perguntas...e em caso de falta de perguntas a entrevista será na mesma realizada, apenas com as perguntas do Blog Sou Trofense!

sexta-feira, julho 04, 2014

Revista Sou Trofense | Entrevista a Jorge Inocêncio

Numa conversa com Jorge Inocêncio, falamos sobre o seu percurso pela formação do Trofense, como eram as condições na altura da sua formação, como avalia as actuais condições do Complexo Desportivo em Paradela e abordamos também a sua época mais recente ao serviço do plantel sénior e profissional do CD Trofense, onde esteve envolvido num série positiva do clube e onde chegou até a estrear-se a marcar como sénior profissional. Ele está há duas épocas na equipa principal do emblema da Trofa e acabou de rubricar um contrato por mais duas épocas, o que deixa o médio de 21 anos contente e ambicioso para o que o espera. Ele quer vingar e ser uma das referências do emblema Trofense num futuro próximo!

Quem é?

Nome: Jorge Inocêncio Pereira Dias
Nacionalidade: Portuguesa
Data de nascimento: 08-05-1993 (21 anos)
Naturalidade: Lisboa
Posição: Médio-centro
Equipa: CD Trofense

ST: Como ingressas-te no CD Trofense?
JI: Incentivado pelo meu pai que desde de pequeno me incentivou a dar um pontapés na bola. Por volta dos nove anos levou-me ao primeiro treino em Paradela.

ST: Qual a opinião que tens sobre o complexo do CD Trofense em Paradela? Achas que o mesmo tem as condições necessárias para a formação de jogadores?
JI: Sim, penso que sim, pois os dois campos de relva artificial fornecido pelo clube são essenciais para o desenvolvimento das capacidades dos jogadores. 

ST: Quantos anos jogas-te no complexo? Como eram as condições na tua altura?
JI: Cerca de dez, onze anos. Quando entrei para o CD Trofense as condições eram muito diferentes das que temos hoje, na altura jogávamos em "pelado". Quando chovia tornava-se complicado jogar á bola. A meio do meu processo de formação, não consigo precisar o ano, mas penso que foi há seis anos. 
Com a alteração para relvado sintético, facilitou a formação dos jogadores e com isto a vontade e a alegria dos atletas cresceu significativamente. Lembro-me que no primeiro treino com a relva sintética foi uma alegria geral e contentamento por parte dos jogadores e directores. 

ST: Qual é a tua opinião sobre quem está a dirigir a formação do clube?
JI: Penso que são pessoas extremamente responsáveis e competentes visto que com o passar dos anos os escalões de formação têm atingido melhorias nas classificações, atingido campeonatos nacionais e o mais importante, têm investido na formação do atleta a nível pessoal e desportivo. 

ST: Durante a tua formação, alguma vez sentis-te que os pais e directores tinham muita "força" na hora do treinador escolher quem jogava?
JI: Sinceramente não, acho que os treinadores escolhem os melhores porque querem ganhar os jogos, ninguém gosta de perder.

ST: És da mesma opinião de muitos adeptos do clube, que o Trofense deveria apostar mais na prata da casa, ou por outro lado achas que ainda não existem as condições necessárias para formar uma equipa maioritariamente constituída pela formação?JI: Os jogadores da casa têm qualidade, isso e inegável, provavelmente se tivessem oportunidade conseguiriam essa tão desejada subida ao plantel sénior.
ST: Sempre tiveste apoio dos treinadores e directores que fizeram parte da formação do clube? Quem foi a pessoa mais importante para ti e que mais te ajudou, durante a mesma?
JI: Sim, sempre tive esse apoio e ajudou na minha formação. Mas nesse processo as pessoas mais importantes para mim foram as da minha família que sempre me apoiaram dentro e fora de campo. Devo-lhes um grande obrigado.

ST: Muito se tem falado que os jogadores da formação têm "raça" e amor ao clube. Achas que é mesmo assim, ou és da opinião que muitos deles apenas querem dar o salto para outros clubes de maior dimensão?
JI: Todos os jogadores sonham com esse salto e competir em grandes competições, mas em relação aos jogadores da formação acho que a raça e a paixão pelo clube é notória porque são muitas horas de convivência na formação e faz parte de nós lutar pelo clube.

ST: A tua família sempre te apoiou quanto a quereres seguir uma carreira como jogador profissional de futebol?
JI: Sempre, principalmente em momentos menos bons, como uma lesão que tive e á qual tive de ser operado. Mas paralelamente a isso fui incentivado a lutar por uma graduação ao qual estou prestes a terminar.

ST: Que balanço fazes sobre o teu percurso na formação?
JI: Um balanço extremamente positivo, fui acarinhado em certos momentos e repreendido noutros momentos que assim o justificavam. Foi onde cresci como jogador em vários níveis de jogo e onde cresci como pessoa também. Nesse percurso constam um descida de divisão em Iniciado A,  uma subida para as nacionais em Iniciado A quando era Infantil A. Tive outros bons momentos quando fui chamado para representar a Selecção distrital do Porto em sub-13 e sub-15.

ST: Depois de um percurso de sucesso pelas camadas jovens do CD Trofense, como te sentis-te ao estrear pelo plantel profissional do clube na Taça da Liga frente ao Desp. Aves em 2012/2013, quando o clube passava por um momento muito complicado?
JI: Foi uma sensação incrível! Primeiro jogo, primeiro ano como sénior, deu-me motivação para continuar a lutar pelo meu sonho.

ST: O salto de júnior para sénior (e ainda para mais numa 2ª Liga muito competitiva) foi muito complicado?
JI: É complicado sim, mas não é nada inacessível. Estamos habituados a um ritmo de jogo, a uma equipa que transita de ano para ano, conhecemos-nos e é mais fácil de jogar, a intensidade é menor, penso que são esses as principais diferenças. É um desafio novo ao qual temos de combater.
ST: Como foste recebido no seio da equipa? Sempre te ajudaram?
JI: Sim fui bem recebido, temos jogadores como o Tiago com uma larga experiência e sabem o quanto é difícil dar esse primeiro passo. 

ST: Esta época jogas-te mais vezes (18 jogos contra os 7 da época passada), muitas delas a titular e até te estreaste a marcar a nível profissional no jogo da 21ª Jornada da 2ª liga Cabovisão frente ao Chaves. O que sentis-te nesse momento?
JI: Senti-me muito bem, primeiro porque estava a ajudar a equipa a ultrapassar um momento menos bom e depois porque era o meu primeiro golo como profissional, inesquecível de facto.

ST: Depois de duas épocas como jogador profissional do clube, sentes-te mais maduro? O que mudou em ti desde aquele jogo frente ao Desp. Aves?
JI: Sim sinto que já cresci bastante desde aquele jogo, mas ainda tenho um caminho infinito de aprendizagem e formação pela frente. É difícil de enumerar as mudanças porque são bastantes, mas principalmente a nível psicológico sinto mudanças relevantes.                                                                                                         ST: Que balanço fazes da tua época (13/14)? Qual foi o melhor momento? E o pior?                               JI: Foi uma época boa, fiz alguns jogos, sinto-me realizado mas com vontade de mais. O melhor momento foi quando ajudei a equipa a ultrapassar a fase menos boa atingindo as primeiras vitórias. O pior momento foi quando me lesionei.
ST: Já tiveste alguns treinadores enquanto sénior do CD Trofense. Qual foi o que te marcou mais? E Porquê?
JI: Tive alguns treinadores, todos eles têm características diferentes e aprendemos com todos. 

ST: Qual é o jogador do plantel actual do CD Trofense que mais admiras? E Porquê?
JI: O jogador que mais admiro é o Tiago claro, primeiro pela pessoa que é, depois pelo percurso fantástico que teve e por fim por sermos da mesma posição.

ST: O que desejas para o teu futuro? Gostarias de continuar a vestir a camisola do CD Trofense por muitos anos? JI: Gostaria de me afirmar no futebol português. Gosto do clube e é neste clube que vou crescer.                                                                                                                                                    ST: O que desejas para o futuro do clube?         JI: Desejo que o clube primeiramente atinja a estabilidade, todos sabemos da situação difícil do mesmo. Após atingido esse objectivo eu como todos os trofenses gostávamos que voltasse á primeira liga portuguesa.                                                                                                                                                         ST: Neste momento estás a frequentar um "curso" de Economia na Universidade do Minho. Consegues conciliar os estudos e o futebol da melhor maneira?                                       JI: Sim tenho de conseguir porque é uma meta que quero atingir e com força de vontade tudo se consegue.

ST: Qual o clube que mais gostarias de representar em Portugal? E no estrangeiro?
JI: FC Porto e Real Madrid, são os clubes que admiro desde a minha infância.

ST: Revela-nos um jogo que mais te tenha marcado pela positiva e outro pela negativa:
JI: O jogo que me marcou pela positiva foi o Covilhã-Trofense em que encerramos um ciclo negativo e por ter conseguido fazer um bom jogo. Nenhum me marcou pela negativa.

ST: Tens algum jogador com o qual te identifiques e te sirva de exemplo?
JI: Tenho jogadores que admiro como o Tiago, mas a nível mundial gosto de ver o Xabi Alonso, Yaya Toure entre muitos outros.

ST: Que conselho deixas aos jovens jogadores da formação do Trofense?
JI: Lutem pelo sonho, acreditem sempre nas vossas capacidades.

ST: Que palavras deixas aos sócios e simpatizantes do CD Trofense?
JI: Sabemos que o clube atravessa um momento difícil e somos nós Trofenses que vamos dar a volta á situação. Com o vosso apoio tornaremos tudo muito mais fácil.

Curiosidades:

Número preferido: 37
Um livro que o tenha marcado: Não tenho
Um filme que não esquece: O gladiador
Musica ou cantor(a) preferido(a): Não tenho
Uma cor que goste: Azul
O maior sonho: Jogar uma final da liga dos campeões 
Cidade que volta sempre: Porto 
A viagem que falta fazer: Caraíbas
Um Herói: Não tenho 
Jogador que mais admira: Xabi Alonso
Objecto de estimação: Não tenho
Um ritual: Não tenho
Como ocupa os tempos livres: Amigos, ténis, playstation, etc...
Um programa de TV preferido: Não tenho 
Comida que não resiste: Picanha á brasileira


Legenda: ST: Sou Trofense, JI: Jorge Inocêncio